A Educação não é a redenção do mundo, mas leva em si a potência para reinventá-lo.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

domingo, 7 de junho de 2009

Poema de sexta

Em falta, no maio, que falta faz.

Por isso resolvi tornar público o

Poema de seis, em junho, Virtual Claro:

Virtual claro, real pálido,
voo nas nuvens em umidade útil,
flacidez inculta, aridez Cult.

Já não chovo pros outros verem,
passo sem passar protetor,
o sol não queima, nem acaricia,
amaciantes efeitos, deixa mole.

O fundo não mais preocupa,
em vias de nos tornar largos,
grandes e rasos. Prendo o medo.

Soltar o berro um tanto,
pouca tolerância ao grito,
abafo preferir a sorte, acomode-se.

A natureza generosa e eu, ingrato,
o esforço caro e eu, barato.

Não se preocupe, cale-se,
distintivo da fala, que grunha,
ganhe mundo mais tátil.

Terreno umbílico, intento fálico,
bizarramente gótico, originalmente fútil.
Evolução quimérica.

Banal violar é prazer estúpido,
caio vivo, vivo estou caído, me caio,
me vivo, me violento.

Não torno a dizer o que sofre, sôfrego
instante de primazia, nem tanto.


JC/